domingo, 27 de março de 2016

Maravilhosa graça


Rm 5.6-8 
De fato, no devido tempo, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios. 7- Dificilmente haverá alguém que morra por um justo, embora pelo homem bom talvez alguém tenha coragem de morrer. 7- Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores.

No Antigo Testamento Deus revelou-se como o Deus da graça e misericórdia, demonstrando amor para com o seu povo, não porque este merecesse, mas por causa da fidelidade de Deus à sua promessa feita à Abraão, Isaque e Jacó (ver Ex 6.9). Os escritores bíblicos dão prosseguimento ao tema da graça como sendo a presença de Deus, isto é, sua bondade, favor imerecido e amor perdoador.

O âmago do evento da Páscoa era a graça salvadora de Deus. Por que Israel foi escolhido entre todas as outras nações daquela época? Não foi porque os israelitas eram um povo merecedor, mas porque Deus os amou e porque Ele era fiel ao seu concerto (Ver Dt 7.7-10). Semelhantemente, a salvação que recebemos de Cristo nos vem através da maravilhosa graça de Deus.

Éramos fracos e indefesos. Alguém teria de vir resgatar-nos. Cristo veio no momento exato da história, de acordo com o cronograma de Deus (ver Gl 4.4; Mc 1.15). E, “foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dEle” (1Jo 4.9). A salvação é, pois, um dom da graça de Deus, mas somente podemos recebê-la em resposta à fé, do lado humano (ver Ef 2.8,9).

Quando aceitamos Jesus Cristo como nosso Salvador, algo maravilhoso acontece: mudamos de uma vida cheia de pecado para uma vida onde somos guiados pelo Espírito Santo de Deus. Ganhamos a vida eterna com todos os seus tesouros. Temos uma nova vida através do Espírito Santo, e Ele continuamente renova os nossos corações (ver 2Co 5.21).

O amor de Cristo baseia-se, pois, na livre graça de Deus, não resultando de algum mérito que porventura seja inerente ao objeto desse amor (os seres humanos). Na realidade, o seu amor é derramado sobre nós a despeito do nosso caráter indesejável (ver Tt 3.3-6).

Você daria sua vida por alguém que o desprezou? Foi exatamente isso que Jesus fez ao morrer por você, conforme Rm 5.6-8. A graça de Deus é o amor imerecido que Ele nos demonstrou em Cristo enquanto éramos ainda pecadores.

Quando você se sentir inseguro a respeito do amor de Deus, lembre-se que Ele o amou antes mesmo que você o procurasse.


segunda-feira, 7 de março de 2016

Divindade confirmada


Mt 17.1-8 
Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago, e os levou, em particular, a um alto monte. 2- Ali Ele foi transfigurado diante deles. Sua face brilhou como o sol, e suas roupas se tornaram brancas como a luz. 3- Naquele mesmo momento apareceram diante deles Moisés e Elias, conversando com Jesus. 4- Então Pedro disse a Jesus: “Senhor, é bom estarmos aqui. Se quiseres, farei três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias”. 5- Enquanto ele ainda estava falando, uma nuvem resplandecente os envolveu, e dela saiu uma voz, que dizia: “Este é o meu Filho amado em quem me agrado. Ouçam-no!” 6- Ouvindo isso, os discípulos prostraram-se com o rosto em terra e ficaram aterrorizados. 7- Mas Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantem-se! Não tenham medo!” 8- E erguendo eles os olhos, não viram mais ninguém a não ser Jesus.

A transfiguração foi: 1) uma revelação da glória do Filho de Deus, glória agora ocultada, mas por revelar-se plenamente quando Ele voltar, 2) uma confirmação do ensino difícil dado aos discípulos em Cesaréia de Filipe (ver Mt 16.13-20) e 3) uma experiência benéfica para os discípulos, que se sentiam desanimados depois de terem sido relembrados, não muito antes, do sofrimento e da morte iminente de Jesus (ver Mt 16.21). Na sua transfiguração, Jesus foi transformado na presença de três de seus discípulos: Pedro, Tiago e João, os quais viram Jesus no seu estado glorificado (ver Mt 17.1-3).

Pedro talvez tenha desejado levantar novas tendas de encontro (v. 4), nas quais Deus pudesse comunicar-se de novo com seu povo (ver Ex 29.42). Ou talvez tenha pensado nas cabanas usadas na Festa das Cabanas (ver Lv 23.42). Seja como for, parecia muito desejoso de ver naquele instante o cumprimento da glória prometida, antes dos sofrimentos que Jesus declarara necessário. Mas, esta não era uma ocasião para agir, tratava-se de um momento de louvor e adoração.

“Este é o meu Filho amado em quem me agrado” (v. 5). Essas foram as mesmas palavras que saíram do céu quando Jesus foi batizado (ver Mt 3.17). A transfiguração revelou a divina natureza de Cristo. A voz de Deus exaltou a Jesus acima de Moisés e de Elias, pois Ele foi apresentado como o tão esperado Messias, com plena autoridade divina. Moisés representava a lei; Elias, os profetas. A aparição deles no monte foi para demonstrar que Jesus é o cumprimento da lei do Antigo Testamento e das promessas que foram feitas por Deus por intermédio dos profetas (ver Mt 5.17).

Jesus Cristo é muito mais do que um grande líder, um bom exemplo, uma boa influência ou um grande profeta. De forma clara, Deus identificou Jesus como seu Filho, assim Pedro e os demais deveriam ouvi-lo sempre, e não colocar em prática as idéias e os desejos próprios. Quando alguém compreende esta profunda verdade, a única resposta adequada é a adoração.