Apóstolo Paulo é o autor da carta
aos Filipenses. Foi ele quem escreveu a famosa frase: “Tudo posso naquele que
me fortalece”.
Será que podemos realmente fazer
tudo? A resposta está em sua perspectiva, em suas prioridades e na fonte de seu
poder. Paulo podia viver com alegria porque compreendia a vida sob a
perspectiva de Deus, conforme vv. 12-13: “Sei o que é passar necessidade e sei
o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer
situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando
necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece”.
O apóstolo se concentrava naquilo
que era sua obrigação fazer, e não naquilo que pensava que deveria ter. Ele
estabelecia corretamente suas prioridades e era grato por tudo que Deus lhe
havia concedido.
Deus não nos outorga uma
capacidade sobre-humana para realizarmos tudo que pudermos imaginar, sem nos
preocupar com os interesses divinos. Nossa capacidade de viver vitoriosamente
acima das situações instáveis da vida provém do poder de Cristo que flui em nós
e através de nós.
Desta maneira, é possível fazer
tudo quanto agrada a Deus. O segredo está em aproveitar o poder de Cristo para
obter a força necessária ao lutar pela fé.
Por meio da oração, podemos
expressar os nossos sentimentos e expor os nossos problemas a Deus. Ele nos
ajuda a recuperar a perspectiva correta.
Naqueles dias César
Augusto publicou um decreto ordenando o recenseamento de todo o império romano.
2-Este foi o primeiro recenseamento feito quando Quirino era governador da
Síria. 3-E todos iam para a sua cidade natal, a fim de alistar-se. 4-Assim,
José também foi da cidade de Nazaré da Galiléia para a Judéia, para Belém,
cidade de Davi, porque pertencia à casa e à linhagem de Davi. 5-Ele foi a fim
de alistar-se, com Maria, que lhe estava prometida em casamento e esperava um
filho. 6-Enquanto estavam lá, chegou o tempo de nascer o bebê, 7-e ela deu à
luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque
não havia lugar para eles na hospedaria. (NVI)
A palestina estava sob o governo
romano. César Augusto era o imperador de Roma quando Jesus nasceu. Ele esteve à
frente do Império Romano durante quarenta e cinco anos , de 31 a.C a 14 d.C.
Com o estabelecimento do império,
César Augusto criou uma burocracia comum para conduzir o censo e cobrar
impostos. Os judeus, porém, estavam isentos do serviço militar romano mas,
obrigado a pagar taxas.
O decreto de César Augusto forçou
José a fazer uma longa viagem de pelo menos três dias, de Nazaré a Belém. Maria,
embora seu bebê pudesse nascer a qualquer momento, foi provavelmente obrigada a
se registrar. Na Síria, a província romana em que a Terra Santa estava situada,
as mulheres com mais de 12 anos de idade eram obrigadas a pagar um imposto e se
registrar. Ao chegar a Belém, não puderam encontrar uma estalagem para ficar;
tiveram de abrigar-se em um estábulo.
Belém já era um povoado antigo
nos tempos do Antigo Testamento. Gênesis 35.19 e 48.7 informam que o local
também era chamado Efrata, nome preservado na profecia de Miquéias: “Mas tu,
Belém Efrata, embora pequena entre os clãs de Judá, de ti virá para mim aquele
que será o governante sobre Israel. Suas origens estão no passado distante, em
tempos antigos” (Mq 5.2).
Deus controla toda a história. O
decreto de Augusto foi editado no tempo perfeito de Deus e de acordo com o seu
perfeito plano de trazer seu Filho ao mundo. Assim, toda a situação
encaminhou-se para que Jesus nascesse justamente na cidade profetizada para o
nascimento dEle, embora José e Maria não vivessem lá.
Quando fazemos a vontade de Deus,
não nos é garantida uma vida confortável, mas recebemos a promessa de que tudo,
até mesmo o nosso desconforto, tem uma grande importância no plano de Deus.
Ml 3.1 “Vejam, eu enviarei o meu
mensageiro, que preparará o caminho diante de mim. E então, de repente, o
Senhor que vocês buscam virá para o seu templo; o mensageiro da aliança, aquele
que vocês desejam, virá”, diz o Senhor dos Exércitos”. Is 40.3 Uma voz clama:
No deserto preparem o caminho para o Senhor; façam no deserto um caminho reto
para o nosso Deus. Mc 1.2-3 Conforme está escrito no profeta Isaías: “Enviarei
à tua frente o meu mensageiro; ele preparará o teu caminho” – “voz do que clama
no deserto: ‘preparem o caminho para o Senhor, façam veredas retas para ele’”.
(NVI)
Em Malaquias 3.1 existem dois
mensageiros: Considera-se normalmente que o primeiro é João Batista (Mt 11.10;
Lc 7.27). O segundo é o Senhor Jesus Cristo, o Messias, cujo caminho foi
preparado tanto por Malaquias como por seu precursor, João Batista.
Isaías foi um dos maiores
profetas do Antigo Testamento. A segunda parte de seu livro (40.1-66.24) é
dedicada à promessa da salvação. Centenas de anos antes, Isaías escreveu a
respeito da vinda do Messias, Jesus Cristo, e do homem que anunciaria sua
chegada, João Batista. A convocação de João: “Preparem o caminho para o
Senhor”, significava que as pessoas deveriam abandonar sua maneira egoísta de
viver, renunciar a seus pecados, procurar o perdão de Deus e estabelecer um
relacionamento com o Todo-Poderoso por meio da fé e da obediência às suas
palavras, que se encontravam nas Escrituras: “Pois assim diz o alto e Sublime,
que vive para sempre, e cujo nome é Santo: Habito num lugar alto e santo, mas
habito também com o contrito e humilde de espírito, para dar novo ânimo ao
espírito do humilde e novo alento ao coração do contrito” (Is 57.15).
Na época de João Batista, antes
de um rei sair em viagem a um país distante, as estradas por onde passaria eram
melhoradas. De modo semelhante, a pregação moral e espiritual para o Messias se
fez por meio do ministério de João, que focalizava o arrependimento e o perdão
do pecado, além da necessidade de um Salvador: “Todo vale será aterrado e todas
as montanhas e colinas niveladas. As estradas tortuosas serão endireitadas e os
caminhos acidentados, aplanados. E toda a humanidade verá a salvação de Deus”
(Lc 3.5-6).
Ao preparar as pessoas para a
chegada do Messias, João procuraria fazer com que os corações endurecidos se
tornassem flexíveis, confiantes e abertos à mudança: “E irá adiante do Senhor,
no espírito e no poder de Elias, para fazer voltar o coração dos pais a seus
filhos e os desobedientes à sabedoria dos justos, para deixar um povo preparado
para o Senhor” (Lc 1.17).
Deus ama de forma perfeita e
completa. O seu amor é uma atitude em ação – presenteando, guiando e guardando.
Fiel e verdadeiro em suas promessas, Deus ama seu povo mesmo quando este o
despreza ou lhe rejeita.
Mas, a ruptura não é irreparável;
a esperança não está completamente perdida. Deus tem grandes bênçãos para dar
àqueles que lhe são fiéis. Seu amor nunca termina.
No sexto mês Deus
enviou o anjo Gabriel a Nazaré, cidade da Galiléia, 27-a uma virgem prometida
em casamento a certo homem chamado José, descendente de Davi. O nome da virgem
era Maria. 28-O anjo, aproximando-se dela, disse: “Alegre-se, agraciada! O
Senhor está com você!” 29-Maria ficou perturbada com essas palavras, pensando
no que poderia significar esta saudação. 30-Mas o anjo lhe disse: “Não tenha
medo, Maria; você foi agraciada por Deus! 31-Você ficou grávida e dará à luz um
filho, e lhe porá o nome de Jesus. 32-Ele será grande e será chamado Filho do
Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi, 33-e ele reinará
para sempre sobre o povo de Jacó; seu reino jamais terá fim”. 34-Perguntou
Maria ao anjo: “Como acontecerá isso, se sou virgem?” 35-O anjo respondeu: “O
Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com a sua
sombra. Assim, aquele que há de nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36-Também
Isabel, sua parenta, terá um filho na velhice; aquela que diziam ser estéril já
está em seu sexto mês de gestação. 37-Pois nada é impossível para Deus”.
38-Respondeu Maria: “Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua
palavra”. Então o anjo a deixou. (NVI)
Para Deus nenhuma palavra é
impossível porque Ele é onipotente por definição: “Existe alguma coisa
impossível para o Senhor? Na primavera voltarei a você, e Sara terá um filho”
(Gn 18.14).
Ele não pode mentir: “Não pensem
que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a
verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a
menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra” (Mt 5.17, 18).
Sua Palavra cumpre-se por si
mesma: “Assim como a chuva e a neve descem dos céus e não voltam para eles sem
regarem a terra e fazerem-na brotar e florescer, para ela produzir semente para
o semeador e pão para o que come, assim também ocorre com a palavra que sai da
minha boca: ela não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o
propósito para o qual a enviei” (Is 55.10, 11).
Como uma âncora que mantém o
navio em segurança, na posição certa, nossa esperança em Cristo é garantia de
segurança. Se a âncora do navio desce até o fundo do oceano, a âncora do
cristão sobe até o verdadeiro santuário celestial, onde se fixa no próprio
Deus.