Fp 3.7-9
Mas o que para mim era
ganho reputei-o perda por Cristo. 8- E, na verdade, tenho também por perda
todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor;
pelo qual sofri a perda de todas as coisas e as considero como esterco, para
que possa ganhar a Cristo 9- e seja achado nele, não tendo a minha justiça que
vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de
Deus, pela fé.
A confiança pré-cristã de Paulo –
Paulo pertencia à tribo de Benjamin, uma herança extremamente considerada pelos
judeus. De sua tribo, havia nascido o primeiro rei de Israel, Saul (1Sm
10.20-24). Recebeu seu treinamento religioso aos pés de Gamaliel, o rabino mais
honrado do século I. (At 22.3). Cidadão romano de nascimento (At 22.27, 28),
era também um fariseu (Fp 3.5), isto é, membro de uma devota seita judaica que
escrupulosamente guardava suas próprias e inúmeras regras, além das leis de
Moisés.
Conversão de Paulo – Paulo pensava,
assim como os líderes daquela seita religiosa, que o cristianismo era uma
crença herética e blasfema. Além disso, considerava o cristianismo uma ameaça
política porque poderia romper a frágil harmonia entre os judeus e o governo de
Roma. Foi no caminho de Damasco em perseguição aos cristãos, que Paulo foi
confrontado pelo Cristo ressurreto e colocado frente a frente com a verdade das
Boas Novas. Ele reconheceu a Jesus como o Senhor, confessou seu pecado,
entregou sua vida a Cristo e decidiu obedecê-lo (At 9; 22.4-16).
Conhecimento de Cristo – O
verdadeiro conhecimento envolve ouvirmos a sua Palavra, seguirmos o seu
Espírito, atendermos a seus impulsos com fé, verdade e obediência, e
identificarmos com seus interesses e propósitos. Quando Paulo fala de “o que
para mim era ganho” (Fp 3.7), está se referindo à suas credenciais, reputação e
sucessos. Entretanto, sua conversão à fé em Cristo não estava baseada no que
havia feito, mas na graça de Deus, porque até as mais notáveis credenciais
estão longe de se comparar aos santos padrões divinos. Depois que Paulo avaliou
o que havia conquistado em sua vida, disse que tudo aquilo era “perda” (Fp
3.8), quando comparado à grandeza de conhecer a Cristo.
Nenhum tipo de conhecimento
humano pode substituir ou ultrapassar a obra de Cristo na cruz (ver 1Co
1.25-29). Tornamo-nos cristãos pelo favor não merecido que recebemos de Deus, e
não pelo resultado de qualquer esforço, capacidade, inteligência, ato ou
serviço oferecido por nós. A salvação é uma dádiva que o Senhor nos concede
gratuitamente (Ef 2.8, 9).
Você está disposto a permitir que
Deus faça o mesmo por você? Você nunca saberá tudo o que Ele pode fazer a seu
favor e com sua vida até que permita que Ele seja o dono de todo o seu ser!
Obrigada Senhor, pela salvação da
minha alma!