Jo 12.23,24
E Jesus respondeu:
“Chegou a hora de ser glorificado o Filho do Homem. 24-Digo-lhes
verdadeiramente que, se o grão de trigo não cair na terra e não morrer,
continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto. (NVI)
Várias expressões espalhadas pelo
evangelho de João, retratam Jesus avançando inevitavelmente em direção ao
destino a que viera: a hora de sua morte sacrificial na cruz. Em Jo 2.4: “A
minha hora ainda não chegou”. Em 7.6: “Para mim ainda não chegou o tempo certo;
para vocês qualquer tempo é certo”. Em 7.8: “Vão vocês à festa; eu ainda não
subirei a esta festa, porque para mim ainda não chegou o tempo apropriado”. Em 7.30:
“Então tentaram prendê-lo, mas ninguém lhe pôs as mãos, porque a sua hora ainda
não havia chegado”.
Agora, de fato chegou a hora (Jo
12.23) – o ponto central no plano redentor de Deus: “...se o grão de trigo não
cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto”
(Jo 12.24) – Jesus via-se diante da perspectiva de se tornar pecado (ou oferta
pelo pecado) a favor dos pecadores: “Deus tornou pecado por nós aquele que não
tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus” (2Co 5.21);
considerava a possibilidade de orar a Deus para que o livrasse dessa morte, mas
recusou-se a orar assim, uma vez que a própria razão por que viera era morrer: “Agora
meu coração está perturbado, e o que direi? Pai, salva-me desta hora? Não; eu
vim exatamente para isto, para esta hora” (Jo 12.27).
A morte na cruz (crucificação)
era uma forma de pena capital que os romanos usavam para executar criminosos
notórios. Era terrivelmente dolorosa e humilhante. Os prisioneiros eram
pregados ou amarrados numa cruz e abandonados para morrer. A pessoa condenada
poderia levar vários dias para morrer e, geralmente, morria por asfixia uma vez
que o peso do corpo enfraquecido tornava a respiração cada vez mais difícil.
Jesus morreu como alguém que tinha sido amaldiçoado: “Cristo nos redimiu da
maldição da Lei quando se tornou maldição em nosso lugar, pois está escrito:
“Maldito todo aquele que for pendurado num madeiro” (Gl 3.13).
Isaías profetizou que através do
sofrimento de Jesus, muitos seriam perdoados, justificados, redimidos e curados:
“Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as
nossas doenças; contudo nós o consideramos castigado por Deus, por Deus
atingido e afligido. Mas ele foi traspassado por causa das nossas
transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos
trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados” (Is 53.4-5).
Assim, cada pessoa que se converte a Jesus Cristo é mais um resultado da Sua
obra expiatória: “Depois do sofrimento de sua alma, ele verá a luz e ficará
satisfeito; pelo seu conhecimento meu servo justo justificará a muitos, e
levará a iniqüidade deles” (Is 53.11).
A cruz é a glória – A idéia da
glória compreende uma referência à morte sacrificial de Jesus na cruz e à
salvação dela resultante.
Deus te abençoe,